Reabertura de fronteiras com a RAS: Maior atenção para evitar importação de casos de Covid-19

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MOÇAMBIQUE está a trabalhar no sentido de conter a importação de casos de Covid-19 dos países vizinhos, nomeadamente da África do Sul, que reabriu as suas fronteiras na segunda-feira.

Os esforços foram reiterados pela ministra dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, quando questionada sobre o posicionamento do Governo moçambicano face a reabertura das fronteiras sul-africanas que estavam encerradas desde 11 de Janeiro.

Verónica Macamo Ndlovo clarificou que a África do Sul é que havia fechado as suas fronteiras e ao abrir-se ao mundo, Moçambique deve garantir que o protocolo sanitário seja escrupulosamente cumprido para evitar contaminações pela Covid-19.

A chefe da diplomacia, que falava, segunda-feira, em Maputo, salientou que o perigo do movimento fronteiriço, principalmente neste caso, é de receber casos da Covid-19, o que pode resultar na sobrecarga para o Sistema Nacional de Saúde, para evitar isso há que ser rigoroso nos testes aos viajantes.

Dados oficiais apontam que a Áfricado Sulregistou 6.979 casos de infecção pela Covid-19 desde Janeiro, continuandocomoo país mais afectado na SADC.

Destino preferencial de moçambicanos que emigram em busca de emprego, a RAS manteve as fronteiras abertas durante a quadra festiva, permitindo que milhares de co-cidadãos voltassem à casa para o Natal e fim-de-ano, numa altura em que já circulava a nova variante do coronavírus, caracterizada por ser mais infeccioso e letal.

A Covid-19 intensificou-se no país a partir de Janeiro com o registo explosivo de novas infecções, aumento de internamentos e de óbitos, cenário associado aos convívios daquadra festiva.

Falando sobre a reabertura da fronteira, Celestino Matsinhe, porta-voz do Serviço Nacional de Migração (SENAMI), disse que a condição primária paraatravessia continua a ser o teste negativo para Covid-19, com o mínimo de 72 horas.

Apelou para que os cidadãos se façam aos postos com os testespara evitar a sua realização no local, o que pode originar filas e comprometer as medidas de prevenção, não obstante o reforço em profissionais de saúde.

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