Reserva de alimentos suficiente para três meses

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A RESERVA de alimentos de que o país dispõe é suficiente para aguentar os próximos três meses, podendo satisfazer um eventual aumento da procura motivada pela eclosão do novo coronavírus, que levou à declaração do estado de emergência em vigor a partir de hoje.

Entretanto e do levantamento efectuado junto dos produtores e importadores, o Governo constatou haver necessidade de se acelerar o desembaraço aduaneiro na importação de farinha de trigo, crucial para alimentar a indústria panificadora.

Para atender à procura, o sector avícola estará, em breve, em condições de suprir o deficit no fornecimento de carne de frango no mercado.

Estas previsões constam da Estratégia da Reserva Alimentar aflorada ontem em sede do Conselho de Ministros, e que inclui acções de monitoria junto aos agentes económicos.

De acordo com Filimão Suaze, porta-voz do Conselho de Ministros, o Executivo procura mitigar o impacto do confinamento obrigatório decretado pela África do Sul, que se observa desde 26 de Março, de modo a não prejudicar-se a circulação de mercadorias.

O procedimento, conforme deu a conhecer, passa pela articulação entre os armazenistas, retalhistas e o sector informal.

Suaze voltou a desencorajar a especulação de preços e o açambarcamento de produtos de primeira necessidade protagonizada por alguns operadores económicos, que fazem aproveitamento da apreensão do público em torno da Covid-19.

Nos últimos dias, a Inspecção Nacional das Actividades Económicas (INAE) tem estado a intensificar a fiscalização, de modo a fazer cumprir a lei.

Oportunamente, o Conselho de Ministros vai pronunciar-se em torno das medidas específicas resultantes do estado de emergência decretado esta segunda-feira pelo Presidente da República, com efeito a partir de hoje.

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