A ASSOCIAÇÃO dos Deficientes de Moçambique (ADEMO), em Nampula, denuncia actos de discriminação da pessoa com deficiência nos transportes semi-colectivos de passageiros que operam na cidade.
Segundo a agremiação, os “chapeiros” alegam ter pressa e a pessoa com deficiência leva “muito tempo” para fazer-se ao interior das viaturas, bem como a falta de espaço para colocar o seu meio de locomoção, como é o caso de cadeira de rodas.
A ADEMO entende que este fenómeno se intensifica devido à falta de um instrumento legal que sancione, tanto os transportadores como os empregadores que discriminam a este grupo.
De acordo com o secretário da agremiação em Nampula, Aly Afito, para além dos transportes, os deficientes também são discriminados, no acesso ao emprego, tanto nas instituições públicas como no sector privado, formação e outras formas de sobrevivência e promoção deste grupo social.
“A discriminação da pessoa com deficiência nota-se em todas as frentes. Quando vai em busca de vaga de emprego numa loja ou fábrica ou um outro sítio, a primeira coisa que fazem é olhá-lo de cima a baixo. Este tipo de atitudes deve acabar”, afirmou.
O presidente da Associação dos Transportes Rodoviários de Nampula (ASTRA), Luís Vasconcelos, repudia o comportamento dos “chapeiros” e alerta-os para a necessidade de consulta e domínio do regulamento, que defende que a pessoa com deficiência tem direito a ter um espaço nos meios de transporte público ou privado.
“No regulamento dos transportes existe uma cláusula que defende que o deficiente tem direito a um assento no carro e o bilhete é condicional”, disse.
Vasconcelos encoraja a pessoa com deficiência a denunciar as entidades competentes, nomeadamente a vereação dos Transportes no Conselho Municipal, ASTRA, entre outras entidades, atitudes e comportamentos discriminatórios.
De acordo com os dados do Instituto Nacional de Emprego em Nampula (INEP), apenas 176 pessoas com deficiência, das quais 100 homens, foram inseridas…


