VENDEDORES de vários mercados da autarquia questionam a legitimidade do novo sistema de cobrança electrónica de taxas recentemente introduzidas pelo Conselho Municipal com o objectivo de minimizar desvios de fundos.
Segundo apurámos dos visados, as senhas impressas pelas máquinas não contêm assinatura do presidente da autarquia, como acontecia com o sistema analógico abolido. Os vendedores estão igualmente preocupados com a não identificação dos fiscais no manuseio e cobrança das taxas nos mercados, facto que lhes leva a questionar se são, de facto, funcionários do município.
Como consequência das dúvidas, maior parte dos vendedores decidiu não pagar as taxas, alegadamente porque há pessoas de má-fé que têm passado nos mercados em nome da edilidade para extorquir. Jossias Manuel, do mercado Waresta, disse que tem dificuldades de pagar a taxa diária, porque não foi informado sobre a introdução do novo sistema.
Mariza Magalhães, vendedora no mercado de Muako Wanvela, afirmou que ficou surpreendida com o novo modelo de cobrança, embora abone a sua importância no combate à corrupção. Encorajou o município a investir na formação dos fiscais, de modo a garantir que exerçam o seu trabalho de forma transparente, isenta e com o necessário profissionalismo.
Marioza considera fundamental que o pelouro de cobrança se comunique com os os munícipes sobre a nova modalidade.
O vereador dos Mercados e Feiras no Conselho Municipal, Augusto Tauancha, reconheceu a falta de comunicação e explicou que aquando da introdução do modelo, apenas foi suspensa a cobrança por quatro dias. Afirmou que o material de identificação dos fiscais está a ser produzido e brevemente será distribuído aos fiscais. Refira-se que para a operacionalização do modelo, foram capacitados 56 técnicos da edilidade, dos quais 35 já foram destacados em mais de 40 mercados existentes no município.


