COMBATE AO TERRORISMO: FADM preparam-se para pós-retirada das tropas estrangeira

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AS FORÇAS Armadas de Defesa de Moçambique (FADM) estão a ser preparadas para garantir a segurança e estabilidade na província de Cbo Delgado e do país, em geral, quando as tropas estrangeiras se retirarem doi país.

A garantia foi dada pelo Presidente da República e comandante-chefe das Forças de Defesa e Segurança, Filipe Nyusi, em Pemba, Cabo Delgado, nas celebrações dos 57 anos do inicio da luta armada de libertação nacional e dia consagrado às FADM.

Nyusi afirmou que a capacitaçãon das FADM está a ser feita em paralelo com as acções de combate ao terrorismo, que conta com o apoio das tropas ruandesas e da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC).

Estas acções, segundo referiu, visam reequipar as FADM em meios e recursos humanos capacitados para combater, com bravura e tenacidade, todas as acções que atentam à integridade territorial e soberania nacional.

Falando no Estádio Municipal de Pemba, em Cabo Delgado, em cerimónia que contou com a presença do Presidente ruandês, Paul Kagame, na qualidade de convidado de honra, o Chefe do Estado agradeceu a pronta intervenção do Ruanda não pedido de apoio no combate ao terrorismo, o que resultou na retomada da vila portuária de Mocímboa da Praia e outros áreas antes ocupadas pelos terroristas.

“O povo moçambicano sabe que o sacrifício feito pelos jovens ruandeses e moçambicanos no combate aos terroristas não tem preço. Por isso, continuo a encorajar esse esforço”, disse Nyusi

Na ocasião, o estadista moçambicano apelou aos deslocados e à população de Cabo Delgado, em geral, a seguir as orientações das autoridades competentes para permitir o regresso seguro da população às zonas de origem.

Para Nyusi, a recuperação das zonas que tinham sido ocupadas pelos terroristas não implica o retorno imediato da população, Estas regiões, disse o Presidente, estão livres dos grupos terroristas, mas ainda é cedo para “cantar vitória”, na media em que o terrorismo é imprevisível e traiçoeiro.

Para o Chefe do Estado, os deslocados devem aguardar com serenidade as orientações das autoridades competentes, o que deverá ocorrer logo que as condições estiverem criadas para tal.

“Libertámos Mocímboa da Praia, consolidamos Palma, atacamos as bases principias do inimigo que está em fuga, mas não estamos a festejar porque precisamos de consolidar a segurança”, referiu.

Sobre o 25 de Setembro, o Presidente da República afirmou que esta data deve servir de inspiração para os jovens das Forças de Defesa e Segurança (FDS) defenderem e preservarem os ideais que conduziram à luta de libertação nacional.

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