Líder da Renamo pede Mariano Nhongo para “voltar à razão”

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O líder da Renamo, Ossufo Momade, pediu para que Mariano Nhongo, que contesta a liderança do partido e exige uma nova negociação de paz, para que volte à razão.

“Mariano Nhongo é cidadão moçambicano e membro da Renamo e o que podemos fazer agora é pedir para que Nhongo volte à razão”, disse o presidente da Renamo, Ossufo Momade, falando na província da Zambézia.

Mariano Nhongo, tenente-general da Renamo, lidera um grupo de militares que se descreve como uma estrutura militar do partido “entrincheirada nas matas” com 11 unidades militares provinciais e considera que o acordo de paz assinado entre o Chefe do Estado moçambicano, Filipe Nyusi, e o dirigente da Renamo, Ossufo Momade, é nulo, na medida em que, segundo o grupo, o actual líder não representa a ala militar do partido.

O grupo, que se autoproclama “Junta Militar” da Renamo exige a demissão do actual líder do partido, e elegeu no mês passado o próprio Mariano Nhongo como presidente interino, à revelia da estrutura oficial da principal força da oposição moçambicana, ameaçando voltar aos conflitos caso o Governo não abra espaço para uma nova negociação.

Numa das suas primeiras declarações sobre as contestações, Ossufo Momade classificou o grupo Nhongo de “desertores e indisciplinados”.

O Governo e a Renamo assinaram a 6 de Agosto o Acordo de Paz e Reconciliação Nacional.

As partes já assinaram em 1992 um Acordo Geral de Paz, que pôs termo a 16 anos de guerra civil, mas que foi violado entre 2013 e 2014 por confrontos armados entre as duas partes, devido a diferendos relacionados com as eleições gerais.

 

Em 2014, as duas partes assinaram um outro acordo de cessação das hostilidades militares, que também voltou a ser violado até à declaração de tréguas por tempo indeterminado, em 2016, mas sem um acordo formal.

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