O SECTOR da Educação e Desenvolvimento Humano na Zambézia deve mais de trinta e seis milhões de meticais de horas extraordinárias referentes ao ano passado, uma situação que afecta sete mil professores dos vinte e dois distritos da província. Entretanto, no presente ano, o sector recrutou 478 docentes, um número que está aquém das reais necessidades para resolver o problema do rácio professor-aluno.
Abordado ontem pela nossa Reportagem, à margem da reunião de planificação do sector, o director provincial, Joaquim Casal, disse que alguns professores estavam a ser pagos directamente a partir do Ministério de Economia e Finanças.
Joaquim Casal afirmou que a forma de pagamento de horas extras mudou, porque no passado eram os Serviços Distritais da Juventude Educação e Tecnologia (SDJET) que pagavam após a recepção dos mapas de efectividade enviados pelas escolas.
A fonte disse também que a Direcção Provincial da Educação e Desenvolvimento Humano não tem o controlo efectivo do número de professores pagos ou não, por isso emitiu um ofício solicitando aos SDJET a partilha de informação prestada a partir das escolas.
Joaquim Casal explicou que, no mês passado, foi actualizada a lista de professores por pagar e aguarda-se, neste momento, a disponibilidade de verbas.
Segundo a fonte, até o ano passado, eram mais de sete mil professores que reclamavam o pagamento das horas extraordinárias e outras remunerações, por isso, neste momento, decorre o trabalho de actualização da lista do corpo docente nessa situação.
Entretanto, os professores abordados pela nossa Reportagem disseram não conhecer qualquer colega seu que tenha recebido o valor referente ao pagamento das horas extras.
Laurito Álvaro, docente de Inglês, disse que nem ele, nem os colegas que estão nos distritos receberam, alguma vez, horas extras.


