Os professores da Escola Secundária Fernando Matavele, no distrito de Mandlakazi, província de Gaza, aceitaram publicar os resultados do aproveitamento pedagógico do 1.º trimestre.
Até semana passada, os docentes condicionavam a divulgação das notas ao pagamento dos honorários em dívida, referentes às horas extraordinárias dos anos 2022, 2023 e dos primeiros três meses do ano em curso.
Para os docentes da secundária “Fernando Matavele”, não havia justificação para a demora no pagamento das horas extraordinárias, uma vez que, segundo eles, o Ministério de Economia e Finanças, havia validado o valor, há dois meses.
Segundo dados apurados pelo “Notícias” na Escola Secundária “Fernando Matavele”, o processo de conselho de avaliação só arrancou na segunda semana de interrupção, após vários encontros com a direcção da escola, e terminado ao longo do fim-de-semana que antecede o início do segundo trimestre.
Consta que os professores aceitaram publicar os resultados de aproveitamento pedagógico, enquanto aguardavam pelo pagamento dos valores em dívida, mas recusam-se a fazer horas extraordinárias, no 2º trimestre que iniciou hoje.
Contactada a pronunciar-se sobre os factos, Raqueligia Jorge, porta-voz da Direcção Provincial de Educação e Desenvolvimento Humano em Gaza, qualificou de legítima a reclamação dos professores.
˝Dos encontros havidos, os professores aceitaram retomar às actividades lectivas, embora haja um e outro, que ainda mostra alguma resistência”- explicou Jorge.
A fonte assegurou que existem escolas da província, onde as dívidas foram saldadas, e isso tem estado a criar algum sentimento de descontentamento daquelas que ainda não receberam o dinheiro.


