As mulheres da iniciativa Kuinua, uma acção liderada pela Fundação Mecanismo de Apoio à Sociedade Civil (MASC) e ExxonMobil, marcaram o Dia Mundial do Refugiado com uma exposição de produtos artesanais, celebrando a resiliência, talento e força das comunidades deslocadas de Palma, província de Cabo Delgado.
A exposição, aberta ontem ao público na Casa Kuinua, reuniu representantes governamentais, membros da sociedade civil, meios de comunicação locais e a comunidade em geral.
Entre os visitantes destacaram-se o Director Provincial da Juventude, Emprego e do Desporto, Jonas Abujade, o representante da ADIN, Cláudio Sassita e Feliciano Atanásio, da Fundação Azul.
“Estas mulheres não apenas estão a produzir arte, estão a reerguer as suas vidas, depois de tudo o que perderam”, afirmou Wacy Zacarias, técnica da Karingana Textiles e consultora do projecto.
“Cada carteira vendida, cada esteira, representa um passo em direcção à independência e à reconstrução das suas vidas”, disse.
A iniciativa Kuinua, implementada desde 2024, já beneficiou 210 mulheres artesãs em dez localidades de Palma. Através do reforço de competências em design, produção e qualidade, estas mulheres têm conseguido não só melhorar os seus produtos como também reconquistar o orgulho e a autonomia.



