O comunicador e escritor brasileiro, Lucas de Matos, entrevistou Paulina Chiziane durante a sua estada em Moçambique para participar da Feira do Livro de Maputo. A vencedora do Prémio Camões (2021) falou sobre temas como os 50 anos de independência nacional, a importância da preservação das raízes culturais, e a literatura.
“Paulina, para mim, é uma das vozes mais importantes deste século”, destaca Lucas, admirador e propagador da literatura de Chiziane. A artista recebeu Lucas e Manoela Ramos (escritora viajante) em sua casa, na capital moçambicana.
“Ando um pouco cansadinha, de vez em quando doentinha. Estou bem melhor agora, vou ficar de pé e vou à luta”, relatou a escritora sobre seu período actual, onde tem optado em não se envolver em muitos trabalhos, ainda que sua agenda não fique totalmente pausada. Em Setembro, Chiziane será homenageada na Feira do Livro de Lisboa, cujo tema é “O Amor é um Acto Revolucionário”.
“Eu às vezes fico no vazio quando uma homenagem desta magnitude acontece. Eu paro e olho para trás no tempo em que eu comecei, em que ninguém acreditava que uma mulher poderia trilhar caminhos”, comenta. A escritora rememorou suas dificuldades como, por exemplo, sua primeira vez na Feira do Livro de Frankfurt, na qual viajou com apenas cinco doláres no bolso e, com auxílio de uma rede de apoio, retornou ao país com cinco mil.
Na entrevista, Paulina analisa os 50 anos de independência de Moçambique, e enfatiza a necessidade das novas gerações valorizarem o trabalho daqueles que lutaram para esse processo. A escritora também pontuou sobre a relevância da mulher africana na cultura mundial e, apesar de não estar engajada em um trabalho de escrita actualmente, revelou que os seus fãs podem ter uma surpresa a qualquer momento. A entrevista integral poder vista no canal de Youtube de Lucas de Matos.


