O SERVIÇO de Oncologia do Hospital Central da Beira (HCB) está a atender uma média diária de dez a vinte pessoas, entre homens e mulheres, que padecem de cancro da mama e que se encontram a fazer tratamento ambulatório de quimioterapia.
A informação foi partilhada pelo responsável por aquela enfermaria, Higino Ndapassoa, durante a entrega de próteses mamárias, perucas, papas, sopas, lenços e gorros aos pacientes que sofrem desta doença, oferta da Associação Casa Rosa, que apoia pacientes que lutam contra o cancro.
No ano passado, o Serviço de Oncologia atendeu cerca de 2500 doentes, 60 por cento dos quais foram casos de pessoas em seguimento, e os restantes configuravam novos casos do cancro da mama.
O responsável, sem citar dados estatísticos, adiantou que apesar de uns cumprirem com o tratamento, outros preferem abandonar a sequência devido à distância entre a residência e a unidade hospitalar, e por alegadamente por não sentirem melhorias a curto prazo bem como outras questões até agora desconhecidas. Ndapassoa disse que durante este processo também há registo de óbitos, numa percentagem de um por cento, indicando igualmente que a maior parte deles ocorrem fora daquela enfermaria.


