Retoma julgamento do réu Gregório Leão

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Já retomou a audição do réu Gregório Leão, antigo director do SISE, implicado no caso das dívidas não declaradas, que lesaram o Estado em mais 2.2 milhões de dólares.

Sheila Marrengula tomou a palavra e deu continuidade do interrogatório, procurando saber sobre o contrato de fornecimento de bens.

Na apresentação de questões prévias, a advogada Alice Mabota reclamou a hora em que os réus são dispensados para as refeições, alegando que nesse período os alimentos já estão deteriorados.

O juiz disse que a responsabilidade de fornecer alimentação, mas não acredita que lhes sejam servidos alimentos podres, mas por ventura pode ocorrer devido a hora da interrupção das audições.

Efigénio Baptista acrescentou que mesmo ele nao tomou o seu jantar porque tinha que cozinhar para se alimentar, o que provocou uma gargalhada na tenda onde decorre o julgamento, enquanto isso, a advogada Alice Mabota, em jeito de brincadeira, disse que iria tomar conta da cozinha.

por sua vez, o advogado Alexandre Chivale disse que recebeu uma carta proveniente do banco libanês para ser anexada ao processo do Ndambi Guebuza.

O Juiz revelou que o réu Leão, quando está nervoso começa a mexer o pé esquerdo.

JUIZ REPREENDE

O juiz Efigénio Baptista repreendeu ontem (28) o réu Gregório Leão, antigo Director Geral do Serviço de Informação e Segurança de Estado (SISE), por descutir com a representante do Ministério Público, Sheila Marrengula.

A discórdia surge na sequência de uma questão do MP, situação que embaraçou os intervenientes processuais e só foi amainada pelo juiz que julga o caso das dívidas não declaradas, Efigénio Baptista.

“Ao réu Gregório Leão peço para não apontar a procuradora porque está a exercer a sua actividade. Aliás, Gregório Leão está no banco dos réus e deve respeito ao Tribunal e deve se comportar com respeito e urbanidade”, disse.

O interrogatório do Gregório Leão começou ontem de manhã (27) com o Ministério Público, a formular questões, sendo que muitas delas das cerca de 96 ficaram sem resposta.

Aliás, o réu escusou-se de responder as perguntas como fundamento de que é membro do SISE e não deve falar no Tribunal de questões relacionadas com a soberania do Estado.

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