ASSEGURAR que as trabalhadoras do sexo e outros grupos-alvo tenham cada vez mais acesso aos meios de prevenção (preservativos masculinos e femininos, anti-retrovirais e profilaxia pré-exposição), constitui um dos desafios das organizações que trabalham na prevenção e combate ao HIV/SIDA, na província de Inhambane.
Além desta prioridade, os programas em implementação oferecem apoio às trabalhadoras do sexo já infectadas para que recebam tratamento e acompanhamento adequados nas unidades de saúde, bem como a monitoria da carga viral.
O objectivo é garantir uma qualidade de vida melhor para as pessoas vivendo com o HIV/SIDA, desde que atinjam a supressão viral e evitem novas contaminações.
Para alcançar esse objectivo, mais de 200 kits de auto-testes designados AT HIV são distribuídos mensalmente para as trabalhadoras do sexo e seus clientes ou parceiros fixos.
Dados oficiais indicam que a província tem actualmente cerca de 140 mil pessoas infectadas pelo HIV/SIDA, sendo que apenas 74 por cento conhecem seu estado serológico, o que preocupa as organizações que trabalham na prevenção e combate à doença.
O oficial de programas na Associação UTOMI para o projecto PASSOS+, Arsénio Macuácua, uma organização que lida com pessoas vivendo com HIV/SIDA e simpatizantes, disse que a sua agremiação tem como objectivo promover a saúde ao nível comunitário para vários grupos, como trabalhadoras do sexo, crianças órfãs e vulneráveis, entre outros.
No que diz respeito às trabalhadoras do sexo e à população comunitária, o projecto trabalha para aproximar os serviços de saúde, prevenir o HIV/SIDA, garantir a continuidade da assistência no Tratamento Anti-retroviral (TARV) para as infectadas, reforçar as mensagens de prevenção e distribuir preservativos, lubrificantes e Profilaxia Pré-Exposição (PREP).
Ademais, o projecto incentiva as trabalhadoras do sexo a formarem grupos de poupança para diversificarem as suas fontes de renda e garantir uma maior sustentabilidade económica.
Actualmente, 2350 mulheres…


