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SÃO jovens com idades compreendidas entre os 17 e 26 anos e ajudam a dar vida ao Parque Nacional da Gorongosa.

Nenhum deles tem ainda o nível superior mas já se perfilam como cientistas e colaboram no projecto de restauração de espécies faunísticas e da flora naquela que é a maior área de conservação do país.

Ainda que, comummente no nosso contexto, possam não ser designados cientistas o que muitas vezes está associado a habilitações literárias, Tongai Castigo, Flávio Artur, Celina Dias, Ricardo Guta e Isac Ginga dedicam-se à ciência no Laboratório Edward O. Wilson, que o parque criou no âmbito do projecto de recuperação ali iniciado em 2008. Foram recrutados no distrito da Gorongosa e em áreas circunvizinhas do parque, havendo ainda os recrutados a partir da cidade da Beira.

Encontrámos estes jovens no Parque Nacional da Gorongosa, que visitámos recentemente, e com eles conversámos sobre as circunstâncias que os levaram a integrar o grande projecto que é a recuperação do local. O mais novo deles é Isac Ginga, de 17 anos e natural do distrito do Dondo. Está integrado no projecto Leões da Gorongosa, que visa estudar, documentar e monitorar diversos aspectos da vida destes felinos que em tempos foram das principais espécies do parque.

Ginga foi recrutado do Dondo e a sua perspectiva de vida contempla o conhecimento sobre a vida animal e da flora do nosso país. “Sempre quis entender mais sobre plantas e animais. O meu sonho foi sempre estudar veterinária e sei que um dia chegarei lá. Tive a sorte de conhecer e integrar o parque e isso faz-me apaixonar ainda mais pelos animais. Pelos leões muito mais, porque integro o projecto Leões da Gorongosa”.

No âmbito do projecto que é dirigido pela ecologista e conservacionista sul-africana Paola Bouley, Ginga tem por missão diária documentar a dieta dos felinos, a ocorrência de gravidezes e partos, contagem de efectivos e outros aspectos que tenham a ver com a vida dos leões.

Existem actualmente, no parque, pelo menos 40 leões, o que representa uma recuperação da espécie depois de terem estado perto da extinção devido à guerra terminada em 1992 no país. Só este ano, segundo o jovem cientista, nasceram na Gorongosa pelo menos dez crias.

Celina Dias, de 25 anos, é natural da vila da Gorongosa, a sede distrital, também integra o projecto dos leões. Com base num dispositivo electrónico controlado por satélite, ela monitora o movimento daqueles animais. “O meu trabalho é controlar os passos dos leões. Tenho que saber aonde eles andam, informação que é útil tanto para estudos como para a visualização”, conta.

Celina gostaria de estudar biologia, sonho que irá começar a materializar “o mais rápido possível, assim que houver uma oportunidade”.

Tongai Castigo, por sua vez, é o sonhador do grupo. Entre o estudo da flora da Gorongosa e de insectos encontra tempo para, por onde passa, sensibilizar as pessoas a conservarem a riqueza do parque. “Dói-me saber que ainda haja gente que não entenda a necessidade de conservarmos a fauna e a flora. A nossa missão, nós que temos a possibilidade de estar aqui, é contribuir para que este parque seja o que os mais velhos contaram que ele já foi. Por isso, mesmo sem estar a trabalhar, quando tenho oportunidade falo às pessoas sobre a necessidade de preservarmos as nossas espécies”, opina.

Tongai, que pretende estudar biologia no futuro, é também locutor de rádio e actor de teatro, tendo participado numa peça sobre a necessidade de protecção da Gorongosa.

O MELHOR JOVEM CIENTISTA

O Parque Nacional da Gorongosa organizou recentemente, em Maputo, uma gala em que premiou os seus melhores colaboradores. Uma das categorias é a de jovem cientista, mérito que coube a Ricardo Guta, de 23 anos, que estudou agro-pecuária no Instituto Agrário de Chimoio.

Nascido na Beira, Guta é técnico de investigação e tem sob responsabilidade uma colecção de insectos que ele mesmo se encarrega de recolher e catalogar. Este jovem juntou-se à equipa do parque no ano passado, tendo já demonstrado, segundo os seus gestores, paixão e cometimento para com a Gorongosa e suas espécies.

“Gostaria de contribuir mais para o sucesso do Projecto de Restauração da Gorongosa. Trabalhar aqui é motivante, porque ao mesmo tempo que estamos a dedicar às plantas, aos animais e às pessoas que nos rodeiam, estamos a aprender”, afirma Guta, que depois de concluir a secção de ciências da 12.ª classe sonha em estudar biologia.

O Parque Nacional da Gorongosa tem proporcionado assistência aos jovens científicos, proporcionando-lhes formações e estágios que lhes permitem adquirir e consolidar conhecimentos. Por outro lado, também investe na sua formação académica disponibilizando, por exemplo, bolsas de estudo. É, conforme apurámos, uma forma de dotar a instituição de quadros capazes de arcar com as exigências daquela área de conservação, ao mesmo tempo que possibilita que Moçambique tenha mais quadros nesta área. Neste âmbito, outros dois jovens, Tonga Torcida e Domingas Aleixo, receberam bolsas e encontram-se a seguir cursos superiores na Tanzania e em Portugal, respectivamente, e um terceiro, Fernando Ussene, no Instituto Agrário de Chimoio a fazer o nível médio.

Laboratório EDUARD O. WILSON

O Laboratório Edward O. Wilson, inaugurado em Abril pelo Parque Nacional da Gorongosa, é o braço científico da instituição. Constitui uma mais-valia no projecto de restauração do parque, que em 20 anos, até 2028, propõe-se a devolver ao local a riqueza e o protagonismo que o caracterizou no passado.

Dão vida ao laboratório vários cientistas e colaboradores provenientes de diversos quadrantes do mundo. Entre eles o biólogo norte-americano Edward O. Wilson, professor emérito da Universidade de Harvard, que visitou o Parque da Gorongosa por três ocasiões para realizar pesquisas e colaborar na estratégia de gestão do parque.

Os vários cientistas desenvolvem os vários projectos que o Parque Nacional da Gorongosa desenvolve com os jovens a quem tornaram também em cientistas. 

 

 

GIL FILIPE

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