Director: Júlio Manjate

A PRESSÃO popular, após dois dias de manifestações em massa, levou ontem o Presidente do Burkina Faso, Blaise Compaoré, a demitir-se. No entanto, o chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, o general Nabéré Honoré Traoré, já assumiu a presidência burquinense, prometendo eleições o mais rapidamente possível.

O Presidente Blaise Compaoré anunciou ontem que abandona o poder para permitir a realização de eleições “livres e transparentes” no prazo de 90 dias, segundo um comunicado lido na rádio.

“No desejo de preservar as conquistas democráticas e a paz social (…) declaro o poder vago para permitir a organização de eleições livres e transparentes no prazo de 90 dias”, afirma o comunicado, lido na televisão BF1.

O anúncio surge depois de dezenas de milhares de pessoas saírem às ruas de Ouagadougou para exigir a demissão do Presidente.

Na véspera, protestos semelhantes deram origem a violentos tumultos, com a Assembleia Nacional incendiada e a televisão pública tomada, o que levou as Forças Armadas a intervir e a anunciar a dissolução do Governo e do parlamento, a instauração de um recolher obrigatório e a criação de um órgão de transição.

Os protestos foram desencadeados pela decisão de Compaoré, no poder há 27 anos, de rever a Constituição para prolongar o mandato presidencial.

Presidente interino

Depois de o chefe de Estado ter anunciado a demissão, o chefe do Estado-Maior das Forças Armadas do Burkina Faso assumiu interinamente a Presidência.

O general Honoré Nabere Traoré, citado pelos “mídia” locais, asseverou que ocupará o vazio de poder deixado no país após a saída de Compaoré, com o objectivo de organizar eleições o mais rapidamente possível.

Quando tomaram conhecimento de que Traoré assumirá a Presidência de transição, muitos manifestantes que continuavam nas ruas da capital, Ouagadougou, começaram a gritar “Fora o chefe de Estado-Maior!” e repetiram o nome do general na reserva Kouame Lougué, que queriam que tomasse conta da situação, indicou o portal de notícias Burkina24.

Desde a sua independência de França, em 1960, até à chegada de Compaoré à Presidência, em 1987, a história do Burkina Faso, antes conhecido como Alto Volta, caracterizou-se por uma sucessão de golpes de Estado.

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