O PRESIDENTE da República, Filipe Nyusi, destacou ontem a necessidade de os países da Ásia e América Latina, com quem o país tem laços de cooperação, reforçarem e melhorarem a cooperação no domínio económico e de investimentos com o objectivo de elevar para outros patamares o desenvolvimento de Moçambique.
Nyusi fez este apelo ontem no decurso de audiências separadas aos diplomatas de países asiáticos e América Latina acreditados no país, “a quem pediu que submetam propostas concretas no âmbito do desenvolvimento da economia moçambicana, ao mesmo tempo que desenvolvem os seus”, segundo disse a imprensa à Conselheira do Presidente da República, Catarina Dimande.
Os dois grupos de países manifestaram a sua disponibilidade de apoiar Moçambique no seu esforço rumo ao desenvolvimento, combate a pobreza e criação de emprego, principalmente numa altura em o pais se debate com os efeitos nefastos das cheias que mataram mais de uma centena de pessoas e destruíram infraestruturas económicas e sociais de incalculável valor.
Segundo o Embaixador da Indonésia, Harbangan Napitupulu, falando em nome dos seus colegas asiáticos, a reunião com o PR foi uma oportunidade para o felicitarem por ocupar o mais alto cargo da nação e o encorajarem a levar a bom porto as suas prioridades de governação que passam pela manutenção da paz e combate a pobreza.
“Aproveitamos o encontro para expressar ao Senhor Presidente nossa mensagem de simpatia e condolências pelas vidas humanas que se perderam devido as cheias no centro e norte. Ao mesmo tempo manifestamos o nosso total apoio para a recuperação pois acreditamos que com a sua liderança e suas prioridades Moçambique vai seguramente trilhar o caminho do desenvolvimento”, disse Napitupulu.
O diplomata asiático enalteceu que com a liderança do Presidente Nyusi o país vai conseguir manter a segurança e paz, condições necessárias para o alcance do desenvolvimento harmonioso.
Por seu turno, a Embaixadora do Brasil, Lígia Scherer, em representação dos países da América Latina, alinhou pelo mesmo diapasão ao declarar ser “prioridade absoluta o estabelecimento da paz no país ” como premissa para que os vários investimentos, onde se verifica um grande envolvimento brasileiro, tragam o tão almejado desenvolvimento.
Os nossos países trem sempre apoiado por que tem plena confiança que o país alcançará a paz, sublinhou Scherer
Para a prossecução deste desiderato, a diplomata brasileira, indicou que o seu país vai rubricar nos próximos dias vários memorandos com a sua contra parte moçambicana no sentido de materializar vários programas de apoio ao desenvolvimento e investimentos em varias áreas, com principal enfoque para a área da agricultura, recursos humanos e recursos naturais.
Nas duas audiências estiveram representados pela Asia, para além da Indonésia, China, Japão, Coreia do Sul, Timor Leste, India e Vietname. Pela América Latina estiveram para além do Brasil, Cuba e Venezuela.


