O SECRETÁRIO-Geral da Assembleia da República (AR), Armando Correia, enalteceu o empenho do funcionário parlamentar na disponibilização do apoio ao trabalho do deputado que se circunscreve à produção de leis, representação do cidadão e fiscalização da acção governativa.
Falando, terça-feira última, em Maputo, na abertura de dois cursos executivos sobre “Novos Modelos de Gestão de Recursos Humanos” e “Mecanismos de Promoção da Imagem da Assembleia da República”, Correia sublinhou que o trabalho parlamentar é sensível e delicado, e “exige de todos nós, aos vários níveis, disciplina, rigor técnico, profissionalismo, deferência e muita resiliência”.
“Estamos aqui a testemunhar a materialização de um desafio do nosso Plano Estratégico 2013-2022. O desafio da capacitação e de formação do capital humano que assegura o funcionamento da Assembleia da República” vincou.
Armando Correia acrescentou que para garantir o desenvolvimento das suas atribuições constitucionais a Assembleia da República conta com uma máquina de apoio técnico e administrativo, que é o Secretariado-geral, “um órgão constituído por um privilegiado corpo de técnicos que com o seu conhecimento e experiência serve o trabalho do deputado”.
Dirigindo-se especificamente aos quadros de Relações Públicas e Internacionais, Correia disse que “vós sois o espelho da nossa actividade como máquina de suporte do deputado, desde a assistência protocolar, organização de eventos, recepção e condução de inúmeras delegações que visitam a Casa do Povo”.
“Sabemos os sacrifícios e as incompreensões de que são alvos no vosso trabalho diário”, sublinhou o secretário-geral, para quem é no quadro destes desafios que o Parlamento moçambicano, através do seu Centro de Estudos e Formação Parlamentar, “procura a todo o momento aprimorar o saber fazer, capacitando, continuamente, os técnicos das diferentes unidades orgânicas, incluindo as delegações provinciais”.
Aos cerca de 80 participantes dos dois cursos executivos, com uma duração de três dias e ministrados com o apoio de técnicos do Parlamento português, Correia apelou a um maior proveito. “Esperamos que no final dos cursos tenhamos fortalecido as nossas capacidades para continuar a servir, mais e melhor, a nossa instituição”, frisou.
Num outro passo da sua intervenção, Correia afirmou que o capital humano é a condição “sine qua non” para o sucesso de toda e qualquer estratégia de modernização institucional, “daí que a Assembleia da República, através do seu Plano Estratégico, aponta a formação contínua como prioridade no desafio da profissionalização dos serviços parlamentares”.
Por seu turno, o coordenador do Centro de Estudos e Formação Parlamentar da AR, Acácio Beleza, citou o porta-voz da Comissão Permanente da Assembleia da República (CPAR), José Mateus Katupha, ao afirmar que “não há universidades que ensinam a actividade parlamentar, resta aos próprios parlamentos sistematizarem os conhecimentos e as boas práticas do trabalho parlamentar e colocá-los ao serviço do povo”.


