Idasse Tembe enaltecido como “poeta da pintura”

O velório de Idasse Ekson Malendza Tembe, ou simplesmente Idasse Tembe, um dos nomes mais sonantes das artes plásticas moçambicanas, que morreu na última quarta-feira (16), em Maputo, foi muito concorrido e reuniu várias figuras das artes, academia, jornalismo, políticos, entre outros que se juntaram à família neste momento de consternação.
O presidente do Conselho Municipal de Maputo, Rasaque Manhique, destacou “a capacidade do artista de retratar Maputo através da pintura e do desenho” como se pode ver na sua obra patente em instituições como o Núcleo D’Arte, de que era membro, e o Museu Nacional de Arte.
“O mestre Idasse fez da arte uma forma de comunicar através da sua criação (…) interpretou o seu tempo, dialogou com a sociedade e transformou sentimentos, memórias, experiências e inquietações em imagens que passaram a fazer parte da nossa identidade colectiva”, disse Manhique.
Segundo Ivan Bonde, representante do Ministério da Cultura e Turismo, Idasse contribuiu para a promoção da arte moçambicana no país e no estrangeiro, lembrando que as suas obras integram colecções em países como África do Sul, França, Portugal, Espanha, Estados Unidos da América, Itália, Japão, Brasil, entre outros.
Em representação da Associação dos Escritores Moçambicanos, Marcelo Panguana afirmou que, apesar de nunca ter escrito um livro, Idasse “tornou-se poeta”.
“Que comboio que Idas acaba de apanhar te leve para esse lugar utópico que os poetas sonham habitar depois da morte”, referiu.
Após o velório, os restos mortais do artista, que nasceu a 1 de Julho de 1955, no vale de Infulene, província de Maputo, foram encaminhados para o Crematório Hindu, no Cemitério de Lhanguene.

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