Sida e doenças associadas matam 92 professores no Niassa

Pelo menos 92 professores morreram este ano, na província do Niassa, vítimas de HIV/Sida e doenças associadas, contribuindo negativamente no absentismo, aumento de despesas de saúde e incremento da rotação do pessoal na gestão de recursos humanos.
Como suporte para estancar a propagação destas enfermidades, o sector tem levado a cabo diversas acções como divulgação de conteúdos tendentes à mudança de atitude com vista à redução da taxa de infecção e mortes dos funcionários da educação pelo HIV-Sida e outras doenças.
A informação foi partilhada por Jacksomar Gabriel, secretário provincial da Organização Nacional dos Professores (ONP) no Niassa, que falava sexta-feira, em Lichinga, aquando da saudação da governadora, Judite Massengele, no âmbito das celebrações do 12 de Outubro, Dia do professor moçambicano que amanhã se assinala.
Segundo o professor, a falta de um incentivo e acções de assistência social aos funcionários e agentes do Estado pode perigar o sistema de educação nos próximos anos.
Por sua vez, Judite Massengele manifestou a sua preocupação em relação à problemática de HIV/Sida e de outras doenças que afectam os profissionais da educação, com consequências negativas no bem-estar das famílias e continuidade das actividades lectivas.

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