VISÃO DE MOÇAMBIQUE NA ONU: Mulher pode ser crucial na resolução de conflitos

GIL FILIPE, em Nova Iorque 

O CONSELHO de Segurança das Nações Unidas acolhe hoje o debate “Manutenção da paz e segurança internacionais: o papel da mulher e da juventude na manutenção da paz e segurança”, uma contribuição de Moçambique sobre uma questão global premente na actualidade. 

O mundo vive uma escalada de conflitos violentos, condicionando o curso normal da agenda global. São exemplos disso o terrorismo em Cabo Delgado e a guerra no Sudão do Sul, Burkina Faso, Mali, Síria, Palestina ou Ucrânia. 

É neste contexto que o CS vai debater aquele tema, proposto por Moçambique no âmbito da sua presidência ao principal órgão de decisão da ONU. A presidência rotativa mensal do país termina na sexta-feira, o que acontece pela segunda vez desde que é membro não-permanente do órgão no biénio 2023-2024.

Vai conduzir o debate a ministra dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Verónica Macamo, que está em Nova Iorque igualmente para várias audiências, incluindo uma com o secretário-geral da ONU, António Guterres. 

Macamo defende a ideia do envolvimento mais amplo da sociedade na busca de soluções para os conflitos que grassam o mundo. Sustenta, por exemplo, que a integração de mulheres e jovens é importante por tratar-se do segmento populacional que mais sofre as consequências da violência. 

Macamo argumentou que a escolha do tema tem que ver com o potencial que há nas mulheres e nos jovens para a prevenção e resolução dos conflitos que “nos distraem na agenda do desenvolvimento”.

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