Terça-feira, 28 Maio, 2024
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Grandes mulheres não se lamentam, vão a luta (1)

Por admin-sn
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Emília Jossefa

SEMPRE quis ter independência financeira de forma honesta. Esse é meu foco todos dias (risos). Felizmente, sou uma mulher com muito conhecimento e gosto de aprender e ter uma mente produtiva.

Quando tinha 13 anos trançava minhas bonecas (gostava muito) e aperfeiçoei esse meu lado de cabeleireira. Depois disso, comecei a trançar pessoas da família e aos 14 anos já fazia para outras pessoas (crianças e adultos) de modo a ganhar dinheiro. E foi muito bom para mim. Às vezes trançava meu próprio cabelo e era divertido, porque ajudava-me a fazer bem a publicidade. As pessoas viam e gostavam.

Aprendi a cozinhar com a minha avó Antónia e com 15 anos já era uma boa cozinheira e fazia as comidas nos dias que tínhamos visitas. Gosto muito de cozinhar e fiz dinheiro com isso: fazia biscoitos, bolos simples, sobremesas e saladas frias, por encomenda, e foi muito bom, como dizem por aí: parar é na foto…

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Já dei explicação a crianças para ter dinheiro…, em 2013, com 23 anos, tive meu primeiro emprego e recebia 4500 (era secretária e ajudante de decoração), numa empresa de decoração de eventos. Fui muito bem recebida e foi uma boa oportunidade para mim, aprendi bastante e de alguma forma cresci profissionalmente e como pessoa também.

Estudava e trabalhava ao mesmo tempo…era cansativo, mas muito prazeroso (de manhã ia a faculdade e à tarde ia trabalhar, às vezes era o contrário). Sempre gostei de ter meu próprio dinheiro, porque feliz ou infelizmente nunca tive mesada dos meus pais e nada facilitado na vida, foi difícil, mas consegui. Depois disso, consegui emprego na Save the Children e depois na Médicos Sem Fronteiras (MSF).

Deus foi incrível e fiel o tempo todo, deu-me testemunhos maravilhosos ao longo do tempo. Sou uma mulher muito activa e gosto de ajudar os outros (não importa quem seja). Meu coração cresce quando consigo fazer algo por alguém. É muito bom quando a gente trabalha e dá mais luxo e conforto aos nossos filhos e mimar a quem nos é especial. Sou uma pessoa cheia de energia e bom ânimo.

Com tudo isso, eu quero dizer o seguinte:

Usem da melhor forma a vossa saúde, disponibilidade e energia; aproveitem fazer as coisas ainda jovens, estudem, façam cursos profissionais, aprendam algo que vos interesse e dê prazer. Em suma: façam muito mais por vocês, tentem quantas vezes forem necessárias e, se tiverem que chorar em algum momento, chorem porque é preciso desabafar também para renovar as energias e limpar alma…enfim, façam de tudo para se realizarem como pessoas e como mulheres.

Jamais desistam. Jamais percam tempo se lamentando; jamais cruzem os braços; jamais se oprimam e jamais se condenem por não conseguir ter algo. Tenham foco, força, pensamento positivo, inspirem-se em pessoas que hoje são grandes, plantem bem para amanhã colherem bem, assim é a vida.

Aprendam a não ter urgência com dinheiro dos outros, lutem para ter o vosso. Deus nos fez para sermos todas prósperas; lutem pelos vossos sonhos, sejam determinadas e tenham orgulho de serem quem vocês são, tendo ou não dinheiro.

Muitas vezes pensamos que não podemos ter ou abrir um certo tipo de negócio porque temos diplomas, porque estudámos nas melhores universidades ou porque vivemos num bairro nobre e luxuoso…deixem esse pensamento. Como diz a Iva Mauaie “vergonha não paga contas”, na hora da fome os nossos diplomas não gritam e nem ajudam em nada; não tenham vergonha de vender crédito na rua, biscoitos, legumes, etc, a arrogância não nos leva a lugar algum.

Eu já vendi produtos da Tupperwaree produtos da Avroy Shlain e só me dei bem porque fiz um bom trabalho e queria que desse certo, então dediquei-me e tive muitos clientes, nessa época era estudante universitária ainda. Hoje posso ser o que eu quiser, não tenho vergonha de vender o que quer que seja, desde que meus filhos não passem fome, só eu sei de mim e das minhas dificuldades, porque no final do dia as pessoas só sabem falar e ninguém se aproxima para ajudar.

Por que é tão difícil sair da nossa zona de conforto e começar de zero?

Primeiro devo dizer que sair da nossa zona de conforto significa crescer. Quando decidimos entrar para novos caminhos ou tomar um novo rumo na vida precisamos de coragem, foco e determinação. É muito difícil ter essas três coisas, mas elas são cruciais para que haja mudanças verdadeiras e notáveis. É complicado mudar; é complicado sair da rotina e da zona em que nos acomodamos. Mas em certos momentos da vida a gente precisa mudar para ver resultados positivos.

Se a pessoa continua no mesmo sítio, nunca cresce e progride, porque nos contentamos com o que já temos ou com o que sempre tivemos, o que é errado. Sair da zona de conforto significa renunciar certas coisas para, de certa forma, abrir espaço para algo novo acontecer. E isso é válido para o emprego, negócios, relacionamentos afectivos, roupas, sapatos e pessoas.

Se quisermos crescer e conhecer coisas novas temos de mudar, renunciar, deixar o medo de lado e seguir em frente; temos de parar de nos preocupar com o que os outros vão falar ou pensar a nosso respeito, pois isso só serve para nos limitar. Porque, na verdade, ninguém quer nos ver bem e nem melhor do que eles. Então o que os outros falam ou pensam não nos pode atrapalhar ou ser um obstáculo na nossa caminhada. Outra coisa que pode ajudar-nos a começar de zero é termos um pensamento positivo e deixarmos para trás o que não foi bom (os nossos erros e falhas). Temos de carregar apenas o aprendizado que isso nos deu para que possamos fazer melhor amanhã. Compreendem?

Ninguém vive eternamente em sua zona de conforto, isso não existe. E se existe, não devia ser assim, novos horizontes nos fazem pessoas mais frescas e com mentes mais abertas.

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