Quinta-feira, 30 Maio, 2024
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EDITORIAL

Por admin-sn
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A III SESSÃO Ordinária do Comité Central da Frelimo, partido que governa o país, reúne-se hoje e amanhã na Escola Central do partido, na Matola, província de Maputo.

Trata-se de um evento revestido de particular importância, visto que, a par do  debate da vida desta organização política, será analisada a actual situação política, económica e sócio-cultural do país, num ano em que serão realizadas eleições presidenciais, legislativas e das assembleias provinciais.

A reunião que hoje se inicia foi antecedida de sessões ordinárias da Comissão Política, dos conselhos nacionais da Organização da Juventude Moçambicana (OJM); Organização da Mulher Moçambicana (OMM); e Comité Nacional da Associação dos Combatentes da Luta de Libertação Nacional (ACLLN). A tónica dominante dos encontros destes órgãos foi a necessidade de se empenharem não só nas actividades políticas como também nos processos de desenvolvimento do país. A expectativa é que o Comité Central aprofunde estas e outras preocupações, que atrasam o crescimento do país.

O tema a que a sociedade não está alheia tem a ver, certamente, com o hipotético afloramento à volta do candidato deste partido às eleições presidenciais de 9 de Outubro, embora esta matéria não conste da agenda do encontro.

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Sendo a questão da sucessão importante, existem outros de igual destaque que o Comité Central deverá tê-los como prioritários.

Pode-se falar, por exemplo, do acesso à educação e saúde, protecção social, participação política, combate à violência e uniões prematuras.

A superação destes desafios é condição essencial para a construção de uma sociedade mais justa e inclusiva, onde haja consciência de que cuidar da rapariga, por exemplo, é garantir um desenvolvimento sustentável, sendo para isso vital promover a igualdade de direitos e oportunidades entre mulheres e homens. 

Outra preocupação está relacionada ao futuro da juventude. A realidade mostra avanços na promoção do progresso desta camada, mas muito há ainda por fazer no respeitante à satisfação das suas necessidades em habitação condigna, educação de qualidade, promoção de emprego, entre outras que permitem um rápido desenvolvimento humano.

Outrossim, pela sua localização geográfica, Moçambique depara-se, de forma cíclica, com eventos climáticos extremos, incluindo cheias e inundações. São fenómenos que não só destroem infra-estruturas públicas como também desabrigam famílias, para além de não raras vezes resultarem em mortes.

É igualmente importante que o Comité Central discuta as formas viáveis de garantir a segurança de pessoas e bens nas zonas afectadas pelas cheias e inundações.

O combate ao terrorismo em algumas zonas de Cabo Delgado é também outra preocupação, sobretudo num contexto em que já foi anunciada a retirada para breve do contingente militar da Missão da Comunidade de Desenvolvimento dos Países da África Austral (SAMIM). A Frelimo deve analisar medidas que encorajem as Forças de Defesa e Segurança a manterem-se firmes e determinadas na defesa da pátria, tal como o têm feito, em parceria com as tropas do Ruanda.

 São estes alguns dos desafios que preocupam os moçambicanos, que veem nesta sessão do Comité Central oportunidade de obter respostas!

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