ELIAS NHACA
O LANÇAMENTO ontem, da dragagem de aprofundamento do canal de acesso ao Porto de Maputo representa uma etapa fundamental no processo de aprimoramento da conectividade de Moçambique com a região e o mundo, movimentando o comércio e atraindo investimentos.
Com esta operação, orçada em 150 milhões de dólares, que prevê o aumento da profundidade do canal de 14,4 para 15,3 metros, significa, igualmente, este terminal oceânico está a ser preparado não apenas para responder às necessidades actuais, mas também para competir no cenário internacional, nas próximas décadas.
Segundo o Chefe do Estado, Daniel Chapo, a quem coube dar a voz de comando, através do rádio transmissor, para o início da dragagem, a obra poderá não ser visível à superfície, mas os seus efeitos reflectir-se-ão na economia.
“Estamos a construir um Moçambique economicamente mais independente, produtivo, competitivo e cada vez mais capaz de transformar as suas potencialidades em prosperidade partilhada para o seu povo”, destacou.
Na sua perspectiva, é fundamental transformar os portos em plataformas de comércio e produção, tornar os corredores em eixos de desenvolvimento e os recursos naturais em oportunidades para todos.
Mas, existe a consciência de que a dragagem não é por si só suficiente. Assim Daniel Chapo sublinhou que é necessário que estes investimentos estejam acompanhados por redes de estradas e ferrovias que liguem os centros de produção aos mercados, para além da energia suficiente para alimentar a indústria.