País quer alargar prevenção e tratamento do HIV/Sida

O PAÍS continuará a expandir a cobertura dos serviços de prevenção, diagnóstico e tratamento do HIV/Sida, bem como a combater o estigma e discriminação, com vista a reduzir novas infecções e melhorar a qualidade de vida dos infectados.

Este compromisso foi assumido ontem, em Maputo, pelo ministro da Saúde, Ussene Isse, no lançamento do Relatório do Estudo sobre o Índice de Estigma e Discriminação de Pessoas Vivendo com HIV e Populações-chave.

O governante reconheceu os avanços nas intervenções biomédicas para o alcance das metas 95-95-95, mas alertou para a persistência de práticas discriminatórias nos serviços de saúde.

Segundo o estudo, cinco por cento dos entrevistados relataram discriminação por parte de profissionais de saúde, igual percentagem denunciou quebra de confidencialidade e quatro por cento referiram ter sofrido abusos verbais no atendimento.

Para Isse, estas barreiras condicionam o acesso aos cuidados e tratamento, além de violarem os direitos das pessoas vivendo com HIV e das populações-chave. Defendeu, por isso, a prestação de serviços de melhor qualidade e humanizados, de modo a recuperar a confiança dos utentes e elevar o seu bem-estar.

Acrescentou que as evidências reunidas no relatório contribuirão para a formulação de políticas inclusivas e melhoria dos serviços.

Foto: Arquivo

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