Sexta-feira, 24 Maio, 2024
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Disputa sobre feijão bóer prejudica porto de Nacala

Por Juma Capela
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AS paralisações de actividades ocorridas recentemente no porto de Nacala, na sequência do diferendo que opõe a RGL ao grupo ETG, provocou prejuízos de quase meio milhão de dólares.

“Para o porto, houve implicações directas na ordem de 446 mil dólares, em termos de receita não colectada por causa das paralisações”, declarou  Naimo Induna, director do porto de Nacala, em entrevista à Lusa.

Em causa está uma providência cautelar interposta pela ETG face ao processo que se arrasta há meses, movido pela RGL, que acusa aquele conglomerado de ter denunciado a sua actividade na Índia, acusação que a Procuradoria Geral da República, entretanto, deu como não provada.

O Tribunal Judicial da Província de Nampula tinha concedido, em Outubro, à RGL ordem de penhora de bens da ETG, incluindo imóveis e navios, e congelou as suas contas bancárias, aplicando uma fiança de mais de 3.871 milhões de meticais .

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Esse valor foi garantido com a apreensão de carga, nomeadamente feijão bóer produzido em Moçambique e que a ETG pretendia exportar – tal como a RGL o faz -, com aquele conglomerado a acusar nos últimos dias a RGL de se apropriar da carga e pretender enviá-la precisamente para a Índia.

Segundo o director do Porto de Nacala, a notificação de averiguação do Tribunal Marítimo de Nampula foi submetida num momento em que os contentores já estavam no navio que tinha como destino a Índia, o que obrigou a gestão do porto a descarregar um total de 620 contentores, embora em causa estivessem 450.

“As paralisações surgiram mesmo neste contexto, porque primeiro houve necessidade de se  entender os contextos e perceber quem é que ia cobrir os custos [ que no caso será o requerente]. Houve necessidade também de se refazer todos os planos. Isto tudo implicou na paralisação e dias de trabalho pouco eficientes”, declarou Naimo Induna.

Na manhã de sexta-feira, pelo menos 23 contentores haviam sido alvo de uma nova inspecção, tendo sido encontrado, pelo menos, um saco de feijão com o logótipo da ETG.

“Não podemos assumir que o produto é de uma ou de outra parte agora. O processo vai-nos elucidar porque para além da inspecção há outros meios de prova, como documentos. O saco da ETG encontrado não…

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