As comunidades afectadas por secas, cheias e ciclones precisam de maior protecção social para enfrentar os impactos das mudanças climáticas, defendeu hoje, em Maputo, a directora nacional da Save the Children em Moçambique, Ilária Manunza.
Falando numa mesa-redonda promovida pelo Projecto LINK, em parceria com a Universidade Eduardo Mondlane (UEM), Manunza alertou que a perda de colheitas, a destruição de habitações e a redução dos rendimentos agravam a vulnerabilidade das famílias, sobretudo crianças, comprometendo a alimentação, educação bem como a sua protecção.
Manunza apontou a necessidade de sistemas capazes de antecipar riscos e apoiar as comunidades antes, durante e depois das calamidades, destacando a importância do envolvimento comunitário na procura de soluções sustentáveis.
Por sua vez, Gertrudes Jonas, representante do Ministério do Trabalho e Segurança Social, afirmou que a protecção social adaptativa deve combinar assistência de emergência e medidas de prevenção, preparação e recuperação.
A responsável destacou o Projecto LINK, financiado pelo Fundo Verde para o Clima, que abrange nove distritos das províncias de Gaza, Manica e Tete, que promove a articulação entre protecção social e adaptação às mudanças climáticas.
O encontro enquadra-se na Semana da Protecção Social 2026, que decorre sob o lema “Investir na Protecção Social é Investir no Capital Humano”, e visa contribuir para a melhoria de políticas públicas mais inclusivas e respostas eficazes às necessidades das comunidades vulneráveis.