Domingo, 26 Maio, 2024
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Ruandês condenado a perpétua em Bruxelas por genocídio dos anos 1990

Por admin-sn
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Um ruandês de 66 anos, que liderou uma milícia de extremistas hutus durante o genocídio de 1994 no Ruanda, foi condenado a prisão perpétua pelo Tribunal de Bruxelas por dezenas de violações e homicídios.
Séraphin Twarhirwa, considerado culpado de dezenas de homicídios e violações cometidos por si próprio ou pelas milícias Interahamwe que liderava, foi detido após o veredicto, noticia hoje a agência francesa de notícias, a France-Presse (AFP).
Um segundo arguido, Pierre Basabosé, também antigo colaborador próximo do antigo Presidente do Ruanda Juvénal Habyarimana, foi igualmente considerado culpado de “crimes de guerra” e de “genocídio” por ter financiado as milícias, escreve a Lusa.
Twarhirwa e Basabosé foram detidos na Bélgica em Setembro de 2020, onde viviam exilados.
O genocídio começou em 07 de Abril de 1994, na sequência do assassínio, no dia anterior, dos presidentes do Ruanda, Juvénal Habyarimana (de etnia hutu), e do Burundi, Cyprien Ntaryamira (também de etnia hutu), quando o avião em que viajavam foi abatido sobre a capital ruandesa, Kigali.
O massacre que se seguiu resultou na morte de pelo menos 800.000 tutsis e hutus moderados entre Abril e Julho de 1994.

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