Domingo, 26 Maio, 2024
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Detidos quando tentavam vender dois adolescentes

Por Juma Capela
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DOIS indivíduos identificados pelos nomes de A. Nhama, de 32 anos, e S. Picardo, de 24, estão a contas com a Polícia da República de Moçambique (PRM), indiciados de tentativa de venda de dois adolescentes por 350 mil meticais cada.

Segundo consta, os dois indiciados convidaram as vítimas em causa, num dos povoados do distrito de Caia, com promessa de emprego e pagamento semanal de 750 meticais na cidade da Beira, quando, na verdade, a intenção era de vendê-las no distrito de Dondo.

O porta-voz da PRM em Sofala, Dércio Chacate, disse tratar-se de um claro crime de tráfico de seres humanos e que a detenção dos dois indivíduos foi graças à colaboração popular. Avançou ainda que trabalhos estão em curso para levar à justiça o autor moral do crime, que ainda está a monte.

“Estes indivíduos teriam tentado vender dois menores por 350 mil meticais cada. Tomámos conhecimento de que o verdadeiro autor moral do crime é um curandeiro, que estaria disposto a pagar o valor acima referido pelos dois adolescentes. Neste momento, a Polícia, PRM e SERNIC, trabalha para encontrar o referido autor moral, em parte incerta”, explicou Chacate.

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O agente da lei e ordem avançou ainda que as vítimas foram reconduzidas ao convívio familiar, frustrada que foi a tentativa de venda.

A. Nhama, um dos indiciados, disse que, numa primeira fase, nem sabia que era para vender as crianças, mas movido pela ganância e a promessa de dinheiro que diz nunca ter imaginado nas suas mãos aceitou a proposta.

“Estou mesmo arrependido, pois vou passar bom tempo atrás das grades a contas com a justiça. Mas a verdade é que eu também fui enganado. Quando chegámos aqui, com os dois miúdos, foi quando o curandeiro me disse que a ideia era mesmo de vender as crianças. Disse que os compradores estavam na cidade da Beira. Bastava eu manter minha boca fechada que iria ganhar muito dinheiro. Eu, por querer dinheiro, que nunca tive, aceitei. Estou muito arrependido”, explicou.

Contou ainda que a pessoa que os contratou, quando se apercebeu que o assunto já era do conhecimento da polícia, mandou-os para uma…

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