Director: Júlio Manjate   ||  Directora Adjunta: Delfina Mugabe

A Polícia da República de Moçambique (PRM) confiscou três sacos de canabis sativa, vulgo soruma, na rota do tráfico para o vizinho Zimbabwe, através da linha de fronteira de Mossurize, na província de Manica.

O produto foi abandonado por cidadãos, numa mata, depois de os proprietários se terem apercebido da presença dos agentes da PRM.

Presume-se que o produto estava a ser transportado para o Zimbabwe, onde seria comercializado, anunciou ontem, o porta-voz da PRM em Manica, Mateus Mindú, em contacto com a Reportagem da AIM.

“Na habitual patrulha efectuada pela Força de Guarda Fronteira naquela região da província, foi possível apreender os três sacos contendo soruma. Pensamos que estava a ser levado para ser vendida no Zimbabwe” explicou Mindú.

Disse que os proprietários colocaram-se em fuga. Por isso, a PRM lançou uma operação para a neutralização do grupo.

“Iniciamos um trabalho de inteligência visando neutralizar esses indivíduos, assim como travar o tráfico de droga através das fronteiras da província, e do país em geral”, afirmou a fonte.
“É um trabalho que está trazer bons resultados, porque contamos com o envolvimento da população que nos ajuda a identificar alguns focos e as vias usadas pelos cidadãos que se dedicam a este negócio. Queremos acreditar que a soruma é produzida na zona de Mossurize e comercializada naquele país vizinho. O objectivo é identificar onde exactamente a droga é produzida”.

Mindú disse ainda que nas últimas 48 horas, a PRM não registou nenhum caso criminal digno de registo, a excepção da captura de seis violadores de fronteira, sendo quatro nacionais e dois zimbabweanos.
No mesmo período, a Polícia de Trânsito fiscalizou 1.600 viaturas e passou 72 visos de multas aos violadores do código de estrada.

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A ministra do Trabalho, Emprego e Segurança Social, Vitória Diogo, disse que uma das apostas do governo é modernizar, ainda no presente quinquénio, os serviços prestados pelo Instituto Nacional de Segurança Social (INSS), com vista a garantir maior celeridade na fixação de pensões e subsídios.

A ministra, que discursava ontem, na cidade de Inhambane, na abertura do XXIX Conselho Coordenador do ministério, que decorre sob o lema “Modernizar a Administração do Trabalho para Melhor Servir”, disse que no mesmo âmbito foi concluída a informatização global do Sistema de Informação da Segurança Social de Moçambique.

“Agora já é possível disponibilizar, através de celular com internet, o extracto do beneficiário e do contribuinte; o envio das declarações de remunerações e guias de pagamento de contribuições. Já estamos a realizar a prova de vida biométrica e o cálculo automático das prestações de segurança social”, referiu Diogo.

De acordo com a ministra, citada pela AIM, no âmbito destas e outras acções também se faz sentir o impacto da simplificação de procedimentos na redução do tempo de espera.

Com efeito, antes podia se chegar a dois anos para se obter uma pensão, mas agora, sublinhou, são necessários entre 15 e 30 dias. Os subsídios que levavam três meses agora passaram para sete dias, e o subsídio de funeral é dado no mesmo dia em que é solicitado.

“Hoje, o cidadão, no conforto da sua casa, no seu escritório, na internet café ou mesmo no mercado, já pode ter informações sobre a sua situação contributiva e assim poder confirmar se o empregador já canalizou ou não a sua contribuição à segurança social, o que torna a ‘Plataforma Minha Contribuição Meu Benefício’ em verdadeiro fiscal da situação contributiva”, indicou.

A ministra explicou que estas reformas tornaram a gestão do sistema mais rigorosa e transparente e resultaram no rastreio de irregularidades e fraudes que ao longo deste mandato (2015-19) culminaram na instrução de 82 processos disciplinares, tendo 14 funcionários sido expulsos, seis demitidos, 15 despromovidos, 28 multados, dois repreendidos publicamente, dois advertidos e 15 com processos arquivados.

Segundo informou, foi também possível poupar pouco mais de 716,2 milhões de meticais (cerca de 12,3 milhões de USD) de despesas administrativas e aproximadamente 45,3 milhões de meticais relativo ao bloqueio de fraudes.

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Uma nova ambulância vai facilitar a transferência de doentes no distrito de Dôa que até então estava desprovido deste meio desde o ano passado.

A nova ambulância substitui uma outra que foi arrastada pelas águas no ano passado num dos rios que estava a transbordar.

O governador da província de Tete, Paulo Auade, que procedeu ontem à entrega do meio circulante, disse na sua interacção com o pessoal da Saúde de Dôa que a ambulância não sirva para o transporte de lenha e nem de cabritos, mas sim de doentes, que muito necessitam de serem transferidos de um ponto para outro em busca de cuidados sanitários.

“Esta ambulância deve ser bem usada. Evitemos transportar cabritos e lenha como tem acontecido em alguns casos. Esta ambulância foi adquirida pelo Governo para salvar vidas, transportar doentes, os destinatários”, exigiu.

Segundo a AIM, alguns populares presentes no acto da entrega da ambulância agradeceram o gesto do governo por não lhes ter esquecido, desde a altura em que o distrito ficou sem este meio de transporte de doentes.

“Estamos satisfeitos. Estávamos mal, porque os doentes eram transportados em carrinhas de caixa aberta e, às vezes, dependíamos do vizinho distrito de Mutarara”, disse João Razão.

O chefe do Departamento da Saúde Pública em Tete, Alex Bertil, revelou a jornalistas que, com esta nova ambulância, a província de Tete passa a contar com 34 unidades operacionais e outras dez avariadas.

Segundo Bertil, as 34 ambulâncias não cobrem o raio territorial da província porque possui 135 unidades sanitárias. “O normal seria que em cada hospital tivéssemos uma ambulância para garantir o transporte, a tempo e horas, de doentes.”

“Este número não cobre as necessidades. Estamos ainda a necessitar de mais ambulâncias. Mas sabemos que o nosso governo gradualmente vai solucionando este e aquele problema, por isso estamos satisfeitos por nos ter atribuído mais uma unidade de transporte para o transporte de doentes, porque Dôa não tinha”, acrescentou.

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A província de Cabo Delgado vai intervir na reabilitação e manutenção periódica, de rotina e localizada de pouco mais de 1.800 quilómetros de estradas, dos 2.890 inicialmente projectados, devido a insuficiência de fundos. Leia mais

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As autoridades sanitárias da província da Zambézia, centro de Moçambique, lançaram segunda-feira uma campanha massiva contra a filariose linfática, schistossomíase e parasitose intestinal.

A campanha, a segunda do género naquela província, prevê abranger mais 4.132.201 pessoas, 53 por cento das quais crianças na faixa etária entre cinco e 14 anos, para que não sejam afectadas pela schistossomíase e parasitose intestinal, segundo escreve a AIM.

O director provincial de Saúde, Hydait Kassim, anunciou que durante a campanha, que vai decorrer ao longo de toda a semana, serão administrados medicamentos para o tratamento da filariose linfática e parasitose intestinal. A mesma contempla apenas pessoas com idade superior a cinco anos.

No caso da schistossomíase, serão tratadas 1.441.214 crianças com idade compreendida entre cinco e 14 anos.

Ainda de acordo com o director, estima-se que 23 por cento da população na Zambézia esteja infectada com o parasita, embora não apresentem sintomas da doença.

A schistossomíase, mais conhecida por bilharziose, afecta particularmente as crianças de Licuar, que acorreram em massa para testemunhar o lançamento do evento.

A filariose linfática, considerada doença assintomática, é transmitida através da picada de mosquito, que após vários anos pode causar elefantíase, ou seja, aumento do volume dos membros inferiores.
O hidrocelo é outra doença que se não for tratada manifesta-se também através do aumento do volume dos órgãos genitais masculinos e seios, nas mulheres.

Por isso, disse Kassim, “queremos exortar toda a população acima de cinco anos, aos pais e encarregados de educação, alunos e professores, a afluír massivamente à campanha na província com vista a alcançarmos os objectivos preconizados pelo governo.

Na operacionalização do evento estão envolvidos mais de 901 equipes de saúde a vários níveis.

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