Terça-feira, 16 Julho, 2024
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Editorial

Por Leovigildo Cruz
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INICIAMOS esta reflexão endereçando uma palavra de apreço aos moçambicanos pelo ambiente ordeiro que caracterizou a festa de transição para o ano acabado de começar na segunda-feira.

Apesar da agitação que marca este período festivo, este ano, foram poucos os casos de violência reportados às autoridades, para além da redução do número de mortos por acidentes de viação, o que evidencia a forma ordeira como os moçambicanos encararam a quadra festiva.

Do sector comercial também se reporta a estabilidade generalizada dos preços, sobretudo, dos principais produtos consumidos em períodos festivos, como resultado do trabalho dos empresários e das autoridades para se evitar a especulação que, muitas vezes, acaba excluindo os menos favorecidos dos festejos condignos.

Porque estamos num novo ano, é importante que estejamos cientes que tal como no passado, haverá pela frente, desafios que, uma vez mais, testarão a nossa capacidade de resiliência ou superação, como país.

O ano de 2024 será marcado pela realização das sétimas eleições presidenciais e legislativas, a 9 de Outubro, naquilo que acreditamos ser a consolidação do jovem processo democrático que o país vem construindo.

O escrutínio deste ano segue-se às sextas eleições autárquicas que, reconheçamos, foram manchadas por alguns casos de violência e irregularidades que levaram, inclusive, à repetição dos pleitos em algumas mesas ou autarquias.

Assim, esperamos que as sétimas eleições presidenciais e legislativas sejam mais ordeiras e que no fim, todos os concorrentes aceitem pacificamente os resultados.   

Ainda nesta componente política há que destacar os resultados obtidos na luta contra o terrorismo, em Cabo Delgado, pelas Forças de Defesa e Segurança apoiadas pelos contingentes militares da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) e do Ruanda.

Estes ganhos permitiram o regresso de parte da população às zonas de origem, contudo, continua o desafio de eliminar focos de instabilidade que persistem em algumas áreas de Cabo Delgado.

E porque é com estabilidade que se atrai o investimento, esperamos igualmente, o aguardado regresso da multinacional TotalEnergie para a continuidade do projecto de exploração do gás natural de Palma para acelerar o crescimento da economia de Cabo Delgado e do país.

É assim porque acreditamos que como tem sido repetidamente referenciado, o combate ao terrorismo não só depende dos avanços no campo militar mas também da estabilidade social e económica de toda a zona norte.

No domínio social, porque estamos em plena época chuvosa e ciclónica, esperamos que a grande prontidão demonstrada no ano passado, propiciando menos mortes, seja consolidada este ano.

Porque as mudanças climáticas vieram para ficar somos pelo contínuo aperfeiçoamento da engenharia para a construção de infra-estruturas resilientes a fenómenos extremos, sobretudo na zona costeira.

Quanto à investigação científica, o país precisa de continuar a libertar sementes adaptáveis à seca para garantir uma agricultura resiliente a estas mesmas condições climatéricas.

Portanto, tal como nos referimos inicialmente, são inúmeros os desafios com que o país se debate, mas não temos dúvidas de que a experiência dos moçambicanos de auto-superação fará a diferença para que 2024 seja,

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