Domingo, 21 Julho, 2024
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Três mil corpos ficaram por reclamar nas morgues

Por admin-sn
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PELO menos três mil corpos não foram reclamados pelos familiares nas morgues das unidades sanitárias da cidade de Maputo no ano passado, situação que sobrecarrega os serviços de conservação.

A informação foi prestada ontem pela vereadora municipal de Saúde e Qualidade de Vida, Alice de Abreu, durante uma visita que efectuou às obras de requalificação da morgue anexa ao Hospital Central de Maputo (HCM). “Infelizmente, no mesmo período foram registados três casos devidamente comprovados de cobranças ilícitas e mau atendimento.

Neste sentido, apelamos aos funcionários a evitarem comportamentos desviantes”, frisou.

Segundo ela, as obras em curso no HCM visam elevar a capacidade de conservação dos corpos e prover melhores condições de trabalho aos agentes afectos a estes serviços.

Na ocasião, a fonte exigiu maior celeridade aos trabalhos de requalificação, a serem concluídos num prazo de três meses e com um orçamento de 60 milhões de meticais.

Explicou que as intervenções incluem a melhoria das paredes, piso, espaço para a lavagem dos corpos e substituição de 72 gavetas que se encontram completamente danificadas e instalação de outros 12 compartimentos. “Com esta acção, haverá mudanças significativas, pois teremos mais do que o dobro das gavetas para refrigeração dos corpos. Infelizmente, mesmo com 140 gavetas o número de corpos não reclamados acarreta custos elevados, pois a construção de uma vala comum para o seu depósito custa cerca de dois milhões de meticais”, explicou.

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