Director: Júlio Manjate   ||  Directora Adjunta: Delfina Mugabe

O Presidente da República, Filipe Nyusi, disse ontem em Nampula que os indicadores macroeconómicos do país estão em franca recuperação, depois de um período de crise resultante de várias adversidades.

Sem dar detalhes sobre este crescimento, Nyusi, que falava após a inauguração de uma agência do Banco Comercial e de Investimentos, explicou que o interesse do Governo moçambicano é que o sistema bancário continue sendo a máquina de mobilidade financeira, facilitando a utilização de recursos para alavancar a economia nacional.

“Os bancos comerciais devem continuar a cautelar os riscos próprios que a sua actividade acarreta, criando mecanismos mais transparentes de comunicação com a sua clientela e o vasto público, de modo a não exigir medidas extraordinárias de intervenção para a protecção do sistema financeiro nacional”, disse o Chefe do Estado.

Nyusi acrescentou que “queremos continuar a contar com a banca nacional para consolidar a restauração da nossa economia e assegurar a dignidade no tratamento dos moçambicanos no acesso aos serviços financeiros”.

O Chefe do Estado falava no âmbito das celebrações dos 200 anos da elevação da Ilha de Moçambique à categoria de cidade.

Foi uma ocasião em que a ilha parou literalmente para celebrar o acontecimento, descrito pelo Presidente da República como reflexo do crescimento desta que foi a primeira capital do país e que deu nome a Moçambique.

Segundo ele, a interculturalidade deste património universal da humanidade tem história cristã, muçulmana, persa, hindu e de outras culturas, motivo para que as festividades transcendam as fronteiras.

Aliás, este facto justificou, de acordo com o Chefe do Estado, a presença nestas festividades de personalidades de diversos quadrantes do mundo, que quiseram presenciar a restauração que a Ilha de Moçambique está a registar e que permite a salvaguarda da história deste pedaço de terra enclausurado no Oceano Índico.

No comício que orientou no posto administrativo de Lumbo, que marcou o ponto central da efeméride, Nyusi regozijou-se por haver registos de que os saberes que acontecem actualmente na Ilha de Moçambique continuam a alicerçar os projectos de desenvolvimento e servem de base da educação das ciências e do progresso.

Referiu-se à sabedoria que as populações da região transmitem aos demais através da sua coreografia, seus cantares e miscelânea das suas vestimentas e culinária que transcende vários continentes.

“Orgulhamo-nos pela graciosidade da beleza humana e natural, combinada com uma harmonia que somente os moçambicanos são capazes de exibir. É esta a forma e singularidade que reforça a nossa moçambicanidade e que faz de todos nós um povo distinto no concerto das nações”, disse o Presidente da República.

Para Nyusi, as comemorações serviram para celebrar os mais diversos momentos culturais, em que os cartões-de-visita mais representativos se identificam com as tradições e expressões artísticas, como um modo de vida.

Várias outras actividades tiveram lugar na Ilha de Moçambique para assinalar o acontecimento, que iniciou com uma deposição de flores na Praça dos Heróis moçambicanos.

Luís Norberto

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Moçambique é um dos países com menor índice de desenvolvimento humano (IDH) do mundo (0,437 valores), ocupando a 180ª posição entre 189 países, informa o relatório global do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

No documento, apresentado semana passada em Nova Iorque, pelo PNUD, com dados relativos ao ano de 2017, todos os números anteriores foram actualizados e recalculados segundo novas metodologias, tendo atribuído ao país, para 2016, um valor de 0,435, que é significativamente maior do que o IDH de 0,418 que lhe coube o ano passado.

Ainda assim, apesar de Moçambique melhorar no IDH absoluto, é atirado para 180º lugar da tabela, encontrando-se entre os 38 países classificados na categoria de “baixo desenvolvimento”.

Segundo os autores do relatório, Moçambique é um dos exemplos de países que, por não recolher e apresentar a tempo os dados solicitados pelo PNUD, tem uma avaliação que pode não corresponder à realidade, com discrepâncias nos números.

O desenvolvimento humano é calculado com base em vários factores e aspectos, como a esperança média de vida, que em Moçambique é de 58,9 anos, e os anos de escolaridade frequentados pela população, de apenas 3,5 anos,  em média, constituindo os números mais diminutos do mundo.

Moçambique tem desigualdades de género evidentes, sendo que a média de 3,5 anos de escola é uma realidade, sendo 2,5 anos na educação das mulheres e  4,6 anos para homens.

A título de comparação, a Noruega, país mais desenvolvido do mundo, tem um IDH de 0,953 e uma escolaridade efectiva de 12,6 anos. Na escola primária moçambicana, cada professor tem, em média, 55 alunos – enquanto na Noruega  cada professor zela por nove crianças.

A taxa de fertilidade indica uma média de cinco filhos por mulher em idade fértil.

Moçambique é o quinto país mais afectado pela tuberculose, uma doença que ataca, no mundo, cerca de 140 pessoas em cada 100 mil, mas que neste país de expressão portuguesa aumenta para 551 pessoas em cada 100 mil.

Com cerca de 84,6% dos trabalhadores em condições precárias, o Produto Interno Bruto (PIB) per capita, calculado em unidades de paridade de poder de compra, é de 1.136 dólares, numa média mundial de 15.439 dólares.

O país com pior índice de desenvolvimento humano do mundo é o Níger, com 0,354 valores.

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O Banco de Moçambique, a Associação Moçambicana de Bancos e as instituições de crédito e sociedades financeiras acabam de rubricar um novo acordo sobre o indexante das taxas de juro no sistema bancário nacional.

Trata-se, segundo Rogério Zandamela, Governador do Banco de Moçambique, de um acordo que ainda não responde cabalmente aos anseios da sociedade moçambicana, que clama por taxas de juro de crédito mais baixas e competitivas.

“Mas posso assegurar que, por força dos seus novos termos, vai permitir em breve uma revisão em baixa no prémio de custo em cerca de 80 pontos base”, disse.

Zandamela manifestou a sua convicção de que com as melhorias introduzidas neste acordo, rubricado sexta-feira, estão criadas as condições para que o mecanismo de formação das taxas de juros seja mais transparente.

“Este instrumento abre espaço para que as taxas de juro de crédito acompanhem fielmente o perfil de risco que o nosso mercado enfrenta, sem descurar um maior alinhamento com os sinais emitidos pelo banco central”, disse Zandamela, no seu discurso a que a AIM teve acesso.

Na ocasião, Zandamela agradeceu a todas as instituições de crédito e sociedades financeiras pelo seu profundo envolvimento nos trabalhos que culminaram com a produção do acordo, assinalando que, pese embora se trate de um novo acordo, mantêm-se válidos os objectivos centrais que nortearam a assinatura do primeiro.

“É nosso entendimento que, após 15 meses de implementação do acordo sobre o indexante único, acumulámos experiência suficiente que merecia ser incorporada nos entendimentos alcançados em 2017, tendo em vista optimizar o modelo e tornar a natureza deste instrumento mais transparente e perceptível para toda a sociedade”, realçou.

Zandamela recordou que o antigo acordo previa que a taxa de juro de crédito aplicada pelas instituições de crédito e sociedades financeiras aos seus clientes resultava da soma entre o indexante único, um prémio de custo e um “spread”, reflectindo, não só o perfil de risco do cliente, como do negócio.

Doravante, os movimentos do prémio de custo dependerão das alterações do “rating” do país, do rácio do crédito em incumprimento, do rácio de crédito saneado e do coeficiente de reservas obrigatórias para passivos em moeda nacional.

“Por outro lado, o spread”'' de crédito a ser divulgado por cada instituição de crédito será baseado num conjunto de critérios padronizados pela indústria bancária, dando espaço ao cliente para melhor negociar e decidir sobre as condições de acesso ao financiamento bancário”, disse.

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A empresa florestal, Green Resources, acaba de libertar onze milhões de meticais a favor das comunidades de sete distritos onde opera ao nível da província do Niassa, para o financiamento das obras de construção de infra-estruturas sociais básicas de educação, saúde, abastecimento de água e melhoramento das estradas, apoio que se enquadra na responsabilidade social da firma.

A Green Resources tem plantações de pinho e eucalipto nos distritos de Lichinga, Chimbunila, Lago, Sanga, Muembe, Mandimba e Ngaúma.

A cerimónia de entrega do montante que teve lugar semana passada no povoado de Mussa, distrito de Chimbunila, foi orientada pela governadora do Niassa, Francisca Tomás.

Falando durante o acto, Franciasca Tomás disse que a cerimónia simboliza a cooperação existente entre a população dos distritos beneficiários e a empresa florestal com propósito de preservar a biodiversidade através da prevenção e combate às queimadas descontroladas e corte ilegal dos recursos.

Exaltou o gesto da Green Resources considerando que mostra o cometimento no cumprimento do seu papel de apoiar as populações locais para ultrapassar as suas inquietações, sobretudo, na componente social onde se destaca a ampliação das redes sanitária, escolar, abastecimento de água e melhoramento das vias de acesso para aproximar estes serviços às respectivas zonas de origem.

Apelou à empresa no sentido de estar sempre mais próxima e comprometida com o bem-estar das comunidades com quem trabalha no sentido de assegurar a convivência harmoniosa que constitui um pilar fundamental para o sucesso do seu negócio.

Instou, igualmente, no sentido de prestar apoio às comunidades para desenvolver actividades agrícolas, apostando nas culturas alimentares para melhorar a sua segurança alimentar e nutricional.

Entretanto, Arlito Cuco, director-geral da Green Resources, referiu que quanto mais ganhos a empresa tiver mais apoios serão canalizados às comunidades, solicitando o reforço da colaboração caracterizada pela vigilância e denúncia de pessoas que ateiam fogo no interior das plantações para caça de animais entre outras finalidades.

Por seu turno, as comunidades entendem que aquela empresa florestal contribui para a melhoria da sua qualidade de vida através de acções focadas para a construção de infra-estruturas da saúde, sendo a última se encontra localizada em Mapaco, distrito de Chimbunila.

 

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