Quinta-feira, 25 Julho, 2024
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REFLEXÕES DA MUVALINDA: Burnout

Por admin-sn
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Cândida Muvale

DIZ o ditado que o trabalho dignifica o Homem. Concordo completamente pois o trabalho dá certo sentido à vida e faz-nos sentir úteis. Existe uma grande diferença entre trabalho e emprego. Trabalho é uma actividade realizada para produzir algo ou alcançar um objectivo, enquanto emprego é uma ocupação remunerada em que se trabalha para outra pessoa ou organização. O trabalho pode incluir actividades autónomas, voluntárias ou criativas, enquanto o emprego geralmente envolve um contrato e um empregador. Em algum momento durante o texto falarei de trabalho mas me referindo ao emprego, espero não criar confusão.

A vida não deve ser feita apenas de trabalho, uma vez que o mesmo nunca acaba, daí que devemos saber quando e como parar para descansar. O grande problema é que actualmente existe um culto exacerbado sobre trabalhar sem cessar, ter 1001 fontes de renda que nos fazem pensar que quando damos uma pausa para descansar estamos a perder tempo e oportunidade de mais gerar renda.

Diante disto é muito comum vários profissionais terem sinais e sintomas da síndrome de burnout, que é um estado de esgotamento físico, mental e emocional causado pelo excesso de trabalho ou pelas condições estressantes que tendem a resultar em fadiga extrema, falta de motivação, sentimentos de ineficácia e redução do desempenho.

As profissões que lidam com altos níveis de estresse, pressão e demanda emocional, como médicos, enfermeiros, professores, etc., são mais propensas a ter burnout, mas ninguém está isento de sofrer deste distúrbio, pois qualquer pessoa, independentemente da profissão, pode estar susceptível ao burnout se estiver exposta a longos períodos de estresse e exaustão emocional.

A literatura realça que nos últimos anos tem havido um aumento significativo dos casos de burnout devido a factores, como aumento da carga de trabalho, pressão por produtividade, falta de equilíbrio entre vida pessoal e profissional, ambiente de trabalho tóxico e falta de apoio emocional.

Para evitar o burnout, os profissionais podem praticar o autocuidado, ter momentos de lazer de qualidade, fazer exercícios físicos, estabelecer limites saudáveis entre o trabalho e a vida pessoal, descansar, buscar apoio emocional e encontrar formas saudáveis de gerir o estresse. Enquanto que os empregadores/patronato podem promover um ambiente de trabalho saudável, ser mais humano preocupando-se pela saúde dos seus colaboradores e não apenas o lucro, criar metas realísticas para os mesmos, incentivar o equilíbrio entre vida pessoal e profissional, oferecer suporte emocional e avaliar regularmente a carga de trabalho dos funcionários.

O tratamento do burnout geralmente envolve uma abordagem multidisciplinar com psicólogos e médicos, onde pode incluir terapia individual ou em grupo, mudanças no estilo de vida, como melhorar a qualidade do sono e adoptar hábitos saudáveis, além de aprender técnicas de gerenciamento do estresse, como também aplicação de fármacos sempre que necessário. Em alguns casos, pode ser necessário fazer ajustes no ambiente de trabalho ou considerar uma pausa temporária para recuperação. Daí é importante buscar orientação profissional para um plano de tratamento mais adequado a condição de cada um.

Devemos lembrar sempre que nossos empregos são para nós agregar valor, nos ajudar a viver melhor e a realizar sonhos, mas precisamos trabalhar de forma equilibrada para que o nosso trabalho não ponha a nossa vida em risco, afectando a nossa qualidade de vida.

E como já diz a Bíblia Sagrada em Eclesiastes 4:6:”Melhor é um punhado com descanso do que ambos os punhados com trabalho e aflição de espírito”.

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