O Instituto Nacional de Estatística (INE) de Moçambique vai introduzir no Inquérito sobre Orçamento Familiar (IOF) um caderno individual para a avaliação da pobreza no país, anunciou ontem o organismo, em conferência de imprensa.

“Para o próximo inquérito, cada pessoa maior de 15 anos vai ter um caderno, em que vai anotar todas as despesas que faz fora, isto para que aqueles gastos individuais sejam somados ao gasto do agregado familiar”, disse o director nacional de Censos e Inquéritos do INE, Arão Balate.

Balate adiantou que o INE vai duplicar o tempo de presença dos recenseadores nas residências do universo populacional escolhido para o IOF de 2019/20.

“Nos inquéritos passados nós ficávamos sete dias, mas para o próximo inquérito vamos ficar mais 14 dias”, acrescentou o director do INE, citado pela Lusa.

O inquérito vai arrancar em Novembro e vai avaliar, durante um ano, as despesas e receitas dos agregados familiares moçambicanos, sendo por isso a “base fundamental para a actualização da linha de pobreza do país”.

“Estamos a prever que em Abril teremos o relatório analítico e, meses depois, teremos a actualização da linha de pobreza, mas só em 2021”, referiu o INE.

O custo do IOF está avaliado em cinco milhões de dólares e o montante é financiado pelo Banco Mundial.

O censo vai abranger mais de 13 mil agregados familiares, dos seis milhões que existem no país.

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OS centros urbanos como Maputo, Matola e Boane têm vindo a registar nos últimos tempos proliferação de novas entidades religiosas, maioritariamente cristãs, que desafiam a percepção sobre o papel da igreja na família, comunidade e na sociedade. Leia mais

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Trinta pessoas morreram na semana passada, vítimas de acidentes de viação, contra 24 do período homólogo de 2018, informou ontem, em balanço, o Comando-Geral da Polícia da República de Moçambique (PRM).

Segundo a PRM, os acidentes, registados entre 06 a 12 deste mês, causaram 22 feridos graves, contra 26 em igual período do ano passado, e 40 feridos ligeiros, contra 20.

A velocidade excessiva, má travessia do peão e condução sob efeito de álcool foram as causas da sinistralidade registada no período em causa.

No total, a Polícia moçambicana registou, na semana passada, 25 acidentes de viação contra 39 do período homólogo de 2018.

Ainda na semana passada, foram detidas 1476 pessoas em todo o país, sendo 1263 por violação de fronteira e 213 por prática de vários delitos.

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AS secções da Estrada Nacional Número Seis (EN6) destruídas aquando da passagem do ciclone tropical Idai, em Março passado, já estão em obras de reabilitação. De acordo com o director-geral da Administração Nacional de Estradas (ANE), César Macuácua, o trabalho contempla uma extensão de 11 quilómetros, entre a ponte sobre o rio Harumwa e a zona de Souglides, no distrito de Nhamatanda, em Sofala. Leia mais

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O Ministério da Educação e Desenvolvimento Humano (MINEDH) está a modernizar o processo de ensino e aprendizagem em Moçambique, através da introdução de Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC’s) nas salas de aula.

A informação foi avançada ontem, em Maputo, pela Ministra da Educação e Desenvolvimento Humano, Conceita Sortane, na cerimónia de lançamento da Política das TIC’s na Educação, que decorreu sob o lema “Por uma educação inclusiva, competitiva e de qualidade’’.

Segundo a ministra, a iniciativa vai permitir uma melhor conexão entre os professores e alunos e, deste modo, contribuir para a melhoria da qualidade do ensino no país.

“Seremos capazes de envolver mais alunos e isso vai se reflectir nos resultados da aprendizagem. A presente política será de grande relevância para a melhoria do processo de ensino e aprendizagem e da qualidade da educação”, referiu.

A governante explica que a tecnologia, no geral, e as TIC's, em particular, podem ser vistas como uma forma de reduzir os custos de disponibilização de conteúdos, acesso a uma plataforma de formação e uma maior equidade e justiça na melhoria da aprendizagem.

Sortane fez saber que o desafio de implementar o programa na educação deriva dos problemas que o sector enfrenta, relacionados com elevados índices de analfabetismo, superlotação das salas de aula, professores sobrecarregados e pouco motivados, falta de financiamento para o sector, entre outros.

A ministra defende a massificação do uso inclusivo das plataformas digitais, afirmando que “as tecnologias de informação não devem ser reservadas apenas às zonas urbanas, pois devem contemplar todo o universo estudantil, incluindo as pessoas com necessidades educativas especiais.

Sortane fez saber que o sector da Educação possui poucos quadros qualificados em matérias de uso das novas tecnologias e, por isso, o Estado pretende capacitar, a nível nacional, professores e gestores educacionais da função pública no domínio das TIC’s para o alcance dos resultados desejados. (AIM)

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